A Concorrência no mercado de jatos regionais

Com mais de 130 jatos entregues em 2010 e mais de 350 encomendas, a canadense Bombardier e a brasileira Embraer estão para vivenciar mudanças significativas do mercado nos próximos anos.

A maioria das estimativas de demanda indicam um crescimento do mercado de jatos regionais (também chamados “commuters”) para os próximos 20 anos. Esses jatos são usados basicamente para conexão a aeroportos principais e em rotas com pequena densidade de tráfego, onde a operação de aviões maiores e anti-economica.
ERJ190
Apresentamos aqui uma descrição sucinta dos jatos regionais de mais de 50 a 100 (ou um pouco mais) assentos em operação hoje e os novos participantes do mercado, entrando em operação agora e nos próximos anos. A demanda pelos aviões menores (ate 50 assentos) tem se reduzido drasticamente.

Em operação, fora de produção


Temos três modelos de jatos regionais fora de produção, mas em operação hoje e por mais uns bons anos.

A família de pequenos jatos de maior produção ate hoje, considerando o primeiro projeto e todos os modelos dele derivados, e o McDonnell Douglas DC-9, com 2.400 unidades entregues. Do DC-9 original (90 assentos) derivam os jatos da série MD e Boeing 717. Alguns modelos da serie MD tem ate 172 assentos. Operam, em sua maioria, nos EUA.

Outros dois jatos que vemos operando diariamente, principalmente na Europa, são o Fokker 100 (conhecido também dos brasileiros, já que a TAM utilizou esse equipamento) e o BAe 146 (Avro RJ). Foram produzidos 283 Fokker 100 e 395 BAe 146.

Em operação e produção


Dos dois maiores fabricantes de aviões regionais, temos os jatos da serie E-170/175 e E-190/195 da Embraer e os CRJ700, CRJ900 e CRJ1000 da Bombardier. Os jatos da Embraer, de projeto original e mais recente que os da canadense, levam de 70 a 122 passageiros. Os jatos da serie CRJ aqui citados, levam de 70 a 100 passageiros e tiveram sua origem no Challenger 610E. Com o CRJ1000, essa série atingiu seu limite de crescimento, tanto que a Bombardier desenvolve atualmente o CSeries, para 100 a 145 passageiros.


Entrando em operação


Avião CRJ900
Tres novos aviões estão entrando agora no mercado de jatos regionais. Qual fatia do Mercado esses projetos conseguirão atingir é difícil de prever. Todos já tem vendas em números significativos, mas basicamente em seus paises de origem.

Em operação desde 2009, o Antonov An148 (68 assentos), tem configuração semelhante ao BAe 146, porém com duas, em vez de quarto, turbinas. Ate o momento, menos de 12 unidades foram entregues (mais de 200 aparelhos vendidos). Com baixa cadência de produção, aliado ao fato de utilizar sistemas e turbinas russas, desconhecidas dos operadores ocidentais, dificilmente terá participação significativa no mercado.

Operando desde abril de 2011, o Sukhoi SuperJet 100 (75 a 100 assentos) tem mais chances de sucesso que o An148. Apresenta a mesma configuração do E170/190 (turbinas nas asas e empenagem convencional). O projeto teve o suporte da italiana Alenia. As turbinas são produzidas por uma empresa formada pela francesa Snecma e a russa NPO Saturn. Dependendo do comportamento em operação, redução do peso e plano de produção, o SuperJet podera incomodar a Bombardier e a Embraer. O Superjet custa de 25 a 30% menos que os concorrentes.

O ARJ21, da chinesa Comac, esta em fase final de certificação. Com configuração semelhante ao DC-9, poderá levar de 78 a 105 passageiros. Utilizando turbinas e sistemas de tradicionais fornecedores, aliado a um preço extremamente atrativo, poderá ter boa participação no mercado.

Em desenvolvimento e planejado

A Bombardier desenvolve atualmente seu modelo CSeries, com versões para 100 a 125 e 125 a 145 assentos. De configuração semelhante aos Embraer E-170/190 e SuperJet, tem como inovação turbinas de ultima geração, asa de composto e fuselagem de aluminio-litio. Deve chegar ao mercado em 2013.

Com entrada em operação em 2014, os Mitsubishi MRJ70 e MRJ90 (70 e 90 assentos) incorporam turbinas de ultima geração e uma estrutura com materiais convencionais. O fabricante, novo no mercado, promete um equipamento com baixo custo operacional.

A agência aeroespacial da Índia (NAL) esta se associando a outros orgaos governamentais para o desnvolvimento de um modelo de jato regional, em versões de 70 e 90 assentos. Já receberam fundos do governo indiano (que considera o projeto uma prioridade) e procuram parceiros internacionais. O avião e de configuração convencional, mas a NAL divulgou alguns dados que indicam um projeto com estrutura e sistemas avancados.


Escrito em maio de 2011. O artigo original (“Battle for the commuter jets market”), em inglês e apresentando mais detalhes, pode ser lido ou baixado (arquivo pdf) em:

Fotos reproduzidas de Flightglobal/Airspace images


Visite também o Site de engenharia feito pelo autor desse artigo, onde são disponibilizadas diversas ferramentas gratuitas:

Termos relacionados

  • crj 900

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1 Response

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